A Agência Nacional de Telecomunicações definiu, nesta quinta-feira, as regras do leilão do 5G. Ao todo, serão 3,7 Gigahertz ofertados em blocos espalhados por quatro faixas de frequência.

O modelo atende parte da demanda das pequenas operadoras, que também poderão participar da disputa. A Anatel começou a definir as regras no ano passado, mas o conselheiro Moisés Queiroz Moreira pediu mais tempo para analisar o processo. Na ocasião, ele manifestou dúvidas sobre o alcance e eventuais prejuízos ao setor de telecomunicações com a nova tecnologia.

Ao retomar a discussão nesta quinta-feira, Queiroz concordou com o argumento das empresas de telefonia de que, sem a ampliação da faixa, haveria o risco de interferência do 5G no sinal das antenas parabólicas de televisão. “Isso ocorre pois os equipamentos de recepção são geralmente de baixo custo e mais suscetíveis à saturação.”

O relator, conselheiro Vicente Bandeira de Aquino Neto, concordou com as mudanças propostas por Moisés Moreira e aceitou mudar o voto. “Eu quero abrir mão aqui do que eu trouxe no meu voto (…), abro mão da proposta.”

O edital passa agora por consulta pública. A intenção do governo é realizar o leilão ainda em 2020. Fabricantes de equipamentos, que seriam os responsáveis pela construção das redes, pressionam para que o certame ocorra só em 2021, a tempo de se aprimorar e concorrer com a chinesa Huaweii, líder no mercado do 5G.

*Com informações do repórter Renan Porto.

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