Movimento foi intenso na Baixa do Fiscal

Do alto do viaduto dos Motoristas, era possível ver um formigueiro, mas de gente. Apesar da extensão do prazo do decreto que recomenda o isolamento social para conter a proliferação da Covid-19, a Feira do Rolo, onde tudo pode ser vendido e comprado – e a procedência das mercadorias é o que menos importa –, estava em pleno funcionamento na manhã deste domingo, na Baixa dos Fiscal. 

Distanciamento entre as pessoas, só na hora de ir embora, pois, alguns casos, trechos da via estavam ocupados por ambulantes e compradores. Um emaranhado de gente de todas as idades – crianças, jovens, adultos e idosos, homens e mulheres – comprando e vendendo mercadorias diversas: vasos sanitários, pássaros, celulares e capas, aparelhos eletroeletrônicos, bicicletas, motos, tênis, ferramentas, canecas, fitas cassetes, discos de vinil e outros tantos objetos. Além da intensa aproximação, nenhum deles usava sequer máscara e luvas. 

A Feira do Rolo acontece aos domingos, a poucos metros do Complexo Policial da Baixa do Fiscal, onde funciona o Grupo de Repressão a Furto e Roubo em Coletivos (Gerrc) e a Delegacia de Repressão a Furto e Roubo (DRFR). Na manhã deste domingo, não houve fiscalização. “Só a polícia passou aqui, mas fez nada não”, garantiu um homem que vendia sombrinhas, ventiladores, tela de computador e outros itens.

 O CORREIO procurou a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) para saber se houve fiscalização no local. “Não recebemos nenhuma denúncia. Não tem condições da prefeitura atuar lá sozinha, pois é o local de altíssimo risco. Ali estão bandidos, que vendem mercadorias ilegais. Não é comércio formal. Muitos ali são bandidos de pequenos furtos. Por isso é necessária a participação da Polícia Militar”, justificou o diretor da Semop Adriano da Silva Silveira. 

Frequentadores da Feira do Rolo ignoraram a quarentena

No último dia 22, enquanto as principais avenidas de Salvador seguiam vazias, fiscais da Semop flagraram mais de 800 pessoas reunidas na Feira do Rolo. Além da grande quantidade de pessoas, a despeito da recomendação para que fiquem em casa por conta da pandemia de coronavírus, os fiscais apreenderam, junto com a Guarda Civil Municipal e a Polícia Militar, material irregular.

Nesta sexta-feira (3), uma multidão invadiu o Centro Social Urbano (CSU) do Nordeste de Amaralina. A situação ocorreu durante distribuição de cestas básicas no bairro.  A ação foi promovida por empresários e outros doadores da região do Nordeste de Amaralina e contou com o apoio da Polícia Militar (PM-BA).  A distribuição dos mantimentos era destinada a famílias previamente cadastradas, seguindo as recomendações das autoridades de saúde para evitar aglomerações. Porém, a notícia se espalhou e atraiu uma multidão de moradores do bairro ao local.
 

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