Desde que as autoridades de saúde do país começaram a orientar a confecção e uso de máscara caseiras pela população como forma de combater a disseminação do coronavírus, diversas pessoas passaram a seguir a recomendação. Além de eficiente, o equipamento simples não exige grande complexidade na sua produção – há vários tutoriais na internet explicando como fazer uma! Ainda assim, boa parte da população carece de acesso a informação e aos insumos básicos para a produção.

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Pensando nisso, quatro amigas de Salvador se uniram na tentativa de confeccionar e doar máscaras de tecido 100% algodão para comunidades da cidade. Idealizada pelas empresárias Carola Hoisel, Cândida Specht e Jéssica Ribeiro e pela bióloga Luciana Leite, a campanha começou a ser gestada no dia 22 de março, antes mesmo da recomendação das autoridades.

“Pesquisando sobre a propagação do coronavírus no mundo, Luciana percebeu que era preciso arregaçar as mangas e fazer alguma coisa para ajudar a combater essa disseminação desenfreada. Ela pensou logo em produzir máscaras faciais para doação, visto que essa era uma prática já adotada em países que estavam com números mais avançados da doença”, diz Carola Hoisel, que já trabaha no ramo de vestuário.

A mobilização rendeu frutos! Elas conseguiram doações de tecido e elástico que permitiu a confecção de 2 mil máscaras. Oitocentas foram doadas esta semana à comunidade do Solar do Unhão e da Gamboa. “Essa explosão de amor é porque depois de muita luta e de muito preparo, fizemos ontem a primeira entrega de 800 máscaras para as comunidades do Solar do Unhão e Gamboa. Semana que vem serão milhares de máscaras solidárias chegando a quem mais precisa”, escreveu Luciana Leite nas redes sociais.

“Fizemos tudo juntas, e fizemos acontecer; desde a busca por doações de tecidos e dinheiro, os primeiros cortes, o contato com nossa rede de costureiras (elas são autônomas e trabalham em casa), a lavagem e esterilização das máscaras, até a idealização do folder explicativo (arte doada por @byhelenahoisel ). Cada etapa vencida comemoramos como um gol na copa do mundo”, destaca Hoisel.

A meta agora é chegar a 10 mil e, para isso, elas lançaram uma vaquinha virtual que pretende arrecadar R$ 10 mil, já que cada costureira envolvida na produção cobra R$ 1 pela unidade. “Com essa ação ajudamos comunidades que precisam de proteção e também mantemos costureiras ocupadas com trabalho remunerado”, destacam as amigas na descrição da campanha. 

(Ilustração: Elano Passos)

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