O bairro de Brotas passou de 9 para 23 casos confirmados de coronavírus em Salvador, um aumento de 255,5%, segundo balanço divulgado pelo secretário de Saúde, Leo Prates, nesta sexta-feira (10). Apesar do aumento significativo, o bairro com mais casos na capital ainda é a Pituba, com registro de 31 casos. O Engenho Velho de Brotas registra outros 14 casos.

De acordo com o boletim, que leva em conta dados contabilizados até ontem, Salvador tem 312 casos confirmados do novo coronavírus.

Já o boletim da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) divulgado às 13h mostra 604 casos confirmados do novo coronavírus em todo estado. Foram 19 mortes pela doença, sendo 11 em Salvador e oito nos municípios de Lauro de Freitas (1), Itapetinga (1), Utinga (1) e Adustina (1), Araci (1), Itagibá (1), Uruçuca (1) e Ilhéus (1). Dos casos confirmados, 66 são profissionais, sendo 17 médicos.

Este número contabiliza todos os registros de janeiro até as 13 horas desta sexta-feira (10). Ao todo, 146 pessoas estão recuperadas e 23 encontram-se internadas, sendo 9 em UTI e 14 em enfermaria. 

Mortes por covid-19
Foram 19 mortes desde que a covid-19 fez a sua primeira vítima na Bahia, ainda no final do mês de março. Nos 12 dias últimos dias, homens e mulheres entre 28 e 96 anos morreram vítimas da doença no estado. Em comparação, o novo coronavírus já matou mais que a H1N1, que durante todo ano de 2019 vitimou 13 pessoas na Bahia.

Este ano, os registros contam três vítimas da doença, número que representa 15% das vítimas de coronavírus em menos de um mês. No total, foram 87 casos notificados da Influenza A H1N1 em todo ano de 2019, e 48 casos já registrados até março deste ano. No caso do novo coronavírus, boletim mais recente divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, já foram contabilizados 515 casos confirmados da Covid-19,

É certo que o status de pandemia que tomou conta do planeta para o novo vírus contribui para que os números sejam mais altos. Apesar disso, o CORREIO conversou com infectologistas para entender as razões da disparidade. A principal delas: existe vacina para a gripe, o que ainda não se tem para o novo coronavírus.

“No caso da H1N1, se trata de um vírus já conhecido, existe vacina, e são feitas campanhas, então com uma boa parte da população vacinada, protegida, naturalmente os números de casos é menor. Isso não existe para um vírus novo como é o caso do coronavírus, então todos estamos expostos, qualquer um pode ser infectado”, explica a médica infectologista

O infectologista e professor de infectologia da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e da UniFTC, Claudilson Bastos, explica, inclusive, que a campanha de vacinação para os virus Influenza foi antecipada, este ano, justamente para ajudar o controle “A vacina tem uma validade de um ano, então ainda as pessoas estão protegidas. Por isso também, nesse momento foi recomendado fazer a vacinação com antecedência para que não houvesse nenhum tipo de confusão com a H1N1”, explica.

Outra razão que contribui para um maior espalhamento da covid-19 diz respeito a taxa de contaminação do vírus, ou seja, para quantas pessoas saudáveis uma pessoa infectada pode transmitir a doença. No caso do novo vírus, essa taxa varia de 2 a 3 pessoas e vai crescendo exponencialmente. Essa taxa foi menor no surgimento de outros vírus similares. “Esse número depende muito de cada vírus, e da capacidade dele de se adaptar ao corpo humano, quanto melhor for essa adaptação mais o vírus consegue se espalhar’, explica Clarissa.

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