Eliahou Bakshi-Doron, ex-grande rabino de Israel, morreu neste domingo (12), aos 79 anos, por complicações em decorrência do novo coronavírus. O anúncio foi feito pelo hospital Shaare Tzedek, em Jerusalém. Ele tinha dado sido internado há cinco dias na unidade de saúde, com sintomas da covid-19, e fez o teste assim que chegou.

Segundo o hospital, Bakshi-Doron apresentou piora neste domingo e que, apesar dos esforços para revivê-lo durante a última hora, não foi possível salvá-lo. O ex-grande rabino de Israel tinha outros problemas de saúde.

Bakshi-Doron foi o primeiro rabino-chefe em Bat Yam e depois em Haifa. Em 1993, recebeu o título de Rishon LeZion, dado ao rabino-chefe sefardita de Israel, cargo que ocupou até 2003. 

Em 2000, quando o então Papa João Paulo II visitou Israel, o líder da Igreja Católica e Bakshi-Doron tiveram uma reunião, o que provocou críticas de rabinos ultraortodoxos. Favorável ao diálogo interreligioso e a não violência, ele também tinha contato com líderes muçulmanos e cristãos.

Em 2012, se envolveu em uma fraude, conhecida como “o caso dos rabinos”. Incluia a emissão de credenciais rabínicas falsas para mais de mil funcionários de serviços policiais e de segurança, que lhes permitia receber bônus. Isso resultou em pagamentos de milhões de dólares adicionais feitos pelo governo aos funcionários.

Cinco anos depois, Bakshi-Doron foi condenado por fraude e quebra de confiança. Foi sentenciado a liberdade condicional e teve que pagar multa.

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