As Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) estão usando o teleatendimento como estratégia para atender as famílias de excepcionais neste período de pandemia. Os profissionais das áreas da saúde, assistência social e educação estão atendendo tanto chamadas telefônicas quanto de vídeo, utilizando aplicativos de mensagens em grupos para esclarecer dúvidas e oferecer orientações às famílias atendidas.

Em Feira de Santana, cerca de 300 famílias estão sendo atendidas através de meio telefônico ou digital, com orientações e vídeos de atividades que podem ser realizadas sem sair de casa.

“O feedback dessas estratégias de atendimento tem sido bem positivo, as famílias se sentem acolhidas, assistidas e agradecidas pelo estabelecimento do vínculo proporcionado pela ferramenta, sendo um alento ao enfrentamento da covid-19 nesse momento de isolamento social”, afirmou a diretora técnica da Apae de Feira de Santana, Mary Diva Makhoul, que também é coordenadora estadual de Saúde e Prevenção da Federação das Apaes do Estado da Bahia.

A Apae de Feira continua com alguns atendimentos presenciais, mantendo as consultas médicas, teste do pezinho, orelhinha, linguinha e eletroencefalograma, em dias e horários agendados, através do telefone (75) 3321-7300.

Os demais atendimentos estão sendo feitos pelo teleatendimento, como o que é oferecido na área de saúde pela equipe multidisplicinar composta por fisioterapeuta, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, enfermeiro e psicólogos, já que os médicos seguem fazendo algumas consultas.

Em Juazeiro, no Norte do estado, o teleatendimento da área pedagógica tem sido realizado através da plataforma digital Zoom. Alunos e professores conseguem interagir e aproveitar a presença virtual dos colegas, que assistem simultaneamente os conteúdos transmitidos.

Muitas atividades e dinâmicas são realizadas de forma lúdica e visam justamente a socialização e comunicação desses jovens. E eles se envolvem e se divertem ao reencontrarem os colegas mesmo através das telas dos telefones celulares ou do computador.

De acordo com a coordenadora de Educação e Ação Pedagógica da Federação das Apaes do Estado da Bahia – Feapaes-BA, Itana Lima, tem sido tomado o cuidado de oferecer esse atendimento de uma forma democrática, que contemple o máximo de pessoas. Por isso, foi levada em conta a questão da diversidade e considerado que nem todos os assistidos teriam acesso à internet.

Para potencializar a aprendizagem, a coordenadora criou diversos grupos, dividindo-os por perfis e necessidades semelhantes. O material pedagógico enviado pelos professores passam por uma triagem e é distribuído para cada grupo através de pessoas que possam ser multiplicadoras desse conhecimento em suas regiões. As informações são da assessoria da Apae-BA.

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