Fã do Big Brother Brasil, Eron torce para que Babu vença o reality show

Nenhum jogador marcou mais gols com a camisa do Vitória em 2020 do que ele. Em sete jogos do Campeonato Baiano, Eron assinou quatro tentos. “Eu acho que conquistei por enquanto esse trono porque fiz uma bela pré-temporada. Meus companheiros e a experiência que ganhei no ano passado me ajudaram”, festejou o centroavante de 21 anos. Vice-artilheiros, Léo Ceará, Alisson Farias e Vico balançaram a rede três vezes cada, entre Copa do Nordeste e Copa do Brasil. 

Ao contrário dos últimos três atacantes cidados, que fazem parte do grupo principal, treinado por Geninho, Eron integrou o time de aspirantes nos três primeiros meses da temporada. A equipe, comandado por Agnaldo Liz, representava o Leão no torneio estadual, mas foi desfeita pelo clube após a paralisação da competição, uma das consequências da pandemia do novo coronavírus. 

Eron soube do fim do projeto e da demissão do técnico Agnaldo Liz quando já estava em Sobradinho, cidade do interior da Bahia onde nasceu e para onde viajou assim que as atividades na Toca do Leão foram suspensas, em 17 de março. “Foi triste pra mim e pra meus companheiros. Eu, graças a Deus, creio que vou voltar para o profissional, mas tem outros jogadores que vão ficar à disposição do mercado, que já estouraram a idade sub-20”, lamentou o atacante. “Estava dando uma visibilidade muito boa pra gente jogar o Baiano, estava dando minutos e rodagem”, pontuou Eron, que não teve contato com Agnaldo Liz após a demissão do treinador.

“Não cheguei a ter uma conversa com ele, porque a pessoa fica meio assim pra conversar, mas vou ter uma ligação pra ele pra agradecer, ele me ajudou bastante individualmente. Ele é um grande treinador dentro de campo e um conselheiro fora de campo, foi um ídolo do Vitória, tinha muito conselho pra gente. Ele sempre puxava alguém pra conversar e me puxou muitas vezes”, contou Eron, que detalhou os conselhos do ex-técnico rubro-negro.

“Me disse para estar mais perto da família, porque o futebol é curto. Ele também pediu mais movimentação pra mim, porque era pior para o zagueiro. Ele foi zagueiro, então sempre jogou contra a minha posição. Tentou aperfeiçoar muito minha perna esquerda, tanto que fiz um gol de perna esquerda. Ele sabia que eu tinha a perna direita boa”, disse o atacante, que além de balançar a rede contra Fluminense de Feira, Juazeirense, Vitória da Conquista e Bahia, deu uma assistência para Giovane contra o Atlético de Alagoinhas.

De férias coletivas desde o dia 1º de abril, Eron ainda não recebeu nenhuma informação da diretoria do Vitória sobre o seu futuro no clube, mas em entrevista ao CORREIO, o técnico Geninho sinalizou que ele será aproveitado no elenco principal. No começo de 2019, Eron fez dois jogos pela Copa do Nordeste e outros dois pelo Campeonato Baiano, mas não se destacou e acabou sendo rebaixado à equipe sub-23. Ele só voltou a ter oportunidade no elenco principal a partir da 15ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro e ganhou sequência com o técnico Geninho, que o aproveitou principalmente nas beiradas do campo nas sete últimas rodadas da divisão de acesso.

“No ano passado, eu não comecei tão bem e nem tinha feito uma pré-temporada tão boa. Esse ano, foquei mais, pra dar uma arrancada e fazer gols. Creio que, com essa sequência que eu tive no Baiano, com o professor Geninho me vendo de 9, eu posso ter mais oportunidade, se eu voltar. O objetivo de eu ter descido foi o professor Geninho me ver de 9 e creio que eu fui bem”, afirmou o jogador revelado na Toca do Leão, que não se opõe a fazer outra função. “Como 9 ou como 11, como o professor Geninho já me usou, vou buscar meu espaço no Vitória cada vez mais”.

BBB, buchada e família

No elenco principal, ele terá que brigar por espaço com outros sete atacantes. Além de Léo Ceará, Vico e Alisson Farias, principal trio de ataque mandado a campo pelo técnico Geninho, Eron também terá a concorrência de Júnior Viçosa, Ruan Levine, Rodrigo Carioca, Felipe Garcia e Jordy Caicedo, que se recupera de cirurgia. Pra chegar em forma quando as atividades na Toca do Leão forem retomadas, ele está evitando as iguarias tradicionais na culinária de Sobradinho.

“A feijoada preta e a buchada são pratos bem típicos daqui. Comi logo que cheguei, mas tô dando uma segurada, fazendo minha dieta, pois tenho que manter a forma pra chegar aí com bom preparo físico. A gente vai perder um pouco o preparo por não ter jogo, não tem como, mas temos que manter a forma física pra não perder tanto”, avisa Eron, que está seguindo as orientações de treinos dos preparadores físicos do Vitória sozinho na garagem de casa e em espaços ao ar livre na companhia de amigos de infância.

“A gente está se vendo pouco, mas como aqui em Sobradinho não tem casos de coronavírus, a prefeitura está dando um pouco de espaço. Aqui a gente não tá podendo pegar o baba, porque é aglomeração demais, mas a gente pega o futevôlei. Eu tô podendo usar alguns espaços na cidade que não estão interditados, como campo e caixa de areia, nas praça da cidade”, conta Eron.

Eron curte o filhado Pedro Eugênio durante a pandemia de coronavírus (Foto: Arquivo pessoal)

A sobrinha Evelin, de 7 anos, e o afilhado Pedro Eugênio, de 4, também dão uma canseira diária nele. Pra relaxar, a programação preferida de Eron ultimamente é acompanhar pela televisão as emoções do Big Brother Brasil. O reality show da Globo termina no próximo dia 27 e ele está na torcida para que Babu vença o programa.

“O BBB tá viciando um pouco com essa quarentena. Pelo que eu estou assistindo, ele é o que tem a família mais humilde, precisa mais, e também pelo jeito dele, tranquilo. Deixaram ele muito só também depois que Prior saiu. Minha torcida ficou pra ele. Antes, era pra ele e Prior. Aí agora minha torcida é pra ele”, diverte-se Eron.

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