Temperatura dos operários foi medida por equipes do Sesi

O Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon), em parceria com – Serviço Social da Indústria (Sesi) realizou nesta terça-fera, 14, uma blitz em canteiros de obra no bairro da Pituba. A ação faz parte do projeto ‘Juntos Contra a Covid’.

Até o fim da semana, outros 41 canteiros serão visitados no estado, em Salvador e cidades como Camaçari, Vitória da Conquista, Santo Antônio de Jesus, Candeias, Lauro de Freitas e Ilhéus. Isso representa um contato com mais de cinco mil trabalhadores do setor. 

O gerente de Saúde e Segurança na Indústria do Sesi, Amélio Miranda, destaca que essa é uma ação que pretende ajudar no enfrentamento contra o novo vírus, “adotando meios que preservem a vida dos trabalhadores”, acrescentou. 

Por isso, a blitz no canteiro de obras foca em montar um checklist que a instituição fará junto à empresa visitada, para garantir o cumprimento das normas definidas pelo ofício do Ministério da Economia. 

Publicado no dia 27 de março deste ano, o documento destaca medidas que as empresas do setor devem tomar para continuar suas atividades durante a pandemia. Isso passa por garantir suprimentos de higiene para os empregados – como álcool em gel -, limpeza dos locais de trabalho, assim como dos banheiros e locais de refeição e a disponibilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI´s);  além de garantir que os trabalhadores estejam em uma distância segura entre si. 

A outra forma adotada para prevenir o avanço do coronavírus é a de medir a temperatura de quem chega para trabalhar. Caso o empregado seja detectado com uma temperatura acima de 37,8º, ele será orientado a cumprir o isolamento domiciliar e poderá ser acompanhado por um médico do Sesi através de consultas por vídeo. Caso algum apresente sintomas mais graves, deverá procurar uma unidade de saúde.

Mas o projeto também tem um viés educacional. As obras são visitadas por representantes do Sesi junto com profissionais especialistas no setor de saúde, que conversam diretamente com os empregados, isso cria um “efeito multiplicador de conhecimento para a comunidade”, como define Armando Neto, superintende do Sesi.

Ele acredita que, apesar do contato das pessoas com os meios de comunicação e as informações na internet, a presença de um palestrante para tirar dúvidas e esclarecer o que é o vírus e como ele se propaga, torna a experiência muito positiva. 

“Montamos pequenos grupos dentro das obras para que eles participem da conversa. Eles recebem um material apropriado para levar para casa, que é um folder plastificado e que pode ser lavado. Chegando em casa, conversam com os filhos, pais e amigos, passando essas informações que aprenderam”, explicou Armando.

A ideia do projeto é expandir a quantidade de canteiros visitados. Amélio afirmou que as equipes de checagem e acompanhamento podem atender até 20 empresas por dia apenas na capital, o que totaliza 100 empresas em uma semana de blitz. As primeiras a serem visitadas são as que já estão cadastradas no Sinduscon. 

O diretor de relações institucionais do sindicato, Carlos Henrique Passos, lembra que a inscrição no programa é voluntária e falou da importância de entrar no grupo de empresas avaliadas:

“Por mais que você seja dono de uma empresa bem estruturada, ter uma visão externa te ajuda a ter tranquilidade de que está tomando todas as medidas possíveis para manter o ambiente de trabalho sadio”, disse.

Para fazer parte, Carlos indica que o dono entre em contato para agendar a visita do Sesi. 

A expectativa é que, além do setor de construção civil, outras áreas essenciais também recebam programas específicos, como as de alimentação e energia. Ainda não há uma data para que essas operações sejam elaboradas e executadas. 

Neste ano, o Sesi também realiza uma campanha de vacinação contra o H1N1 na indústria. No total, serão 51 mil trabalhadores imunizados contra a Influenza.  

*Com orientação da subeditora Clarissa Pacheco

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