Os advogados de defesa do atacante Robinho emitiram uma carte na tarde desta quinta-feira, 10, horas depois da Justiça Italiana confirmar a condenação do jogador em segunda instância por ter participado de um estupro coletivo, em uma boate de Milão, no ano de 2013, quando era uma das principais atrações do Milan. Em nota enviada à imprensa, os representantes do ex-Santos e seleção brasileira afirmaram que irão recorrer na terceira instância e que seguem confiantes na inocência do atleta.

“A defesa do jogador recebe com serenidade a decisão não definitiva da Justiça italiana, porém confiante na inocência do jogador, informa que oportunamente interporá recurso à Suprema Corte de Cassação, para que possa restituir a Justiça ao profissional e à sua pessoa”, escreveu a defesa de Robinho, que alega ter apresentado às autoridades novas provas. “No exercício da ampla defesa, foram apresentadas novas provas que contribuem ainda mais para a comprovação da inocência de Robinho, entendendo-se que essa inocência já estava claramente evidenciada nos autos desde a primeira instância de julgamento”, completou.

Responsável por repatriar Robinho e anunciá-lo como reforço para a temporada, em outubro deste ano, o Santos afirmou que “o contrato do atleta segue suspenso, e o clube aguarda a terceira instância da Justiça italiana”. Caso o atacante seja condenado na última instância, o Peixe irá desistir da negociação.

Leia a nota da defesa de Robinho:

“Foi realizado hoje, pela Corte de Apelação de Milão, o julgamento em segunda instância de Robson de Souza (Robinho).

A defesa do jogador recebe com serenidade a decisão não definitiva da Justiça italiana, porém confiante na inocência do jogador, informa que oportunamente interporá recurso à Suprema Corte de Cassação, para que possa restituir a Justiça ao profissional e à sua pessoa.

Esclarece ainda que, no exercício da ampla defesa, foram apresentadas novas provas que contribuem ainda mais para a comprovação da inocência de Robinho, entendendo-se que essa inocência já estava claramente evidenciada nos autos desde a primeira instância de julgamento.

A defesa está convencida de que, neste como em muitos processos deste tipo, o perigo real é confundir direito com moral, em detrimento, sobretudo, da liberdade sexual das pessoas e, em particular, das mulheres.

Por fim, considerando que a motivação do acórdão da Corte de Apelação não foi divulgada e o será no prazo de noventa dias, e com a firme convicção de que a justiça se faz nos tribunais e não nos meios de comunicação, a defesa não se manifestará sobre a decisão hoje proferida.

São Paulo, 10 de dezembro de 2020.

Avv. Alexander Guttieres
Avv. Franco Moretti
Adv. Marisa Alija Ramos
Adv. Luciano Santoro