Quatro dias após o grave acidente que sofreu no GP do Bahrein de Fórmula 1, o francês Romain Grosjean retornou ao paddock do Circuito Internacional do Bahrein, onde será realizado o GP de Sakhir neste final de semana e se encontrou com os companheiros da Haas e a equipe médica que o socorreu. O piloto teve alta do hospital nesta quarta-feira, 02. Ainda mancando da perna esquerda – está usando uma bota ortopédica – e com proteção nas mãos devido às queimaduras, Grosjean entrou andando pelo paddock e foi até os boxes cumprimentar os mecânicos de sua equipe, além de conversar com o médico Ian Roberts e o piloto do carro médico, Alan van der Merwe, responsáveis pelo atendimento.

Em entrevista coletiva com veículos de imprensa francesa, Grosjean afirmou que o lado esquerdo de seu corpo foi o que mais sofreu com a batida, mas que na perna possui apenas uma leve torção no tornozelo. Já a mão esquerda é o que mais preocupa o piloto em sua busca para retornar ao grid no GP de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, no dia 13 de dezembro, a sua última corrida na Fórmula 1 em 2020. Grosjean também agradeceu aos fiscais e a equipe médica da Federação Internacional de Automobilismo (FIA, na sigla em francês). Aos fiscais, o francês entregou uma réplica de seu capacete em agradecimento. A Haas também agradeceu à coragem de todos os envolvidos. Na garagem da equipe, o clima foi de muita emoção, especialmente quando Grosjean viu pela primeira vez desde domingo o seu engenheiro de corrida, Dominc Haines. No GP de Sakhir, neste fim de semana, Grosjean será substituído pelo brasileiro Pietro Fittipaldi. A Haas não confirmou se o neto de Emerson Fittipaldi seguirá no carro caso o francês não tenha condições de correr em Abu Dabi. Para 2021, a equipe já anunciou o alemão Mick Schumacher e o russo Nikita Mazepin.

Assista ao momento: 

Investigação sobre o acidente

A FIA divulgou nesta quinta-feira, 03, os primeiros detalhes sobre a investigação que está sendo conduzida sobre o acidente de Grosjean e determinou que o resultado final será anunciado em seis a oito semanas. Ela é uma de cerca de 30 que o departamento de segurança realiza acerca de incidentes ocorridos em diversas categorias ao longo de uma temporada. Serão analisados todos os aspectos, incluindo o chassi e halo da Haas, o equipamento pessoal de segurança de Grosjean como o apoio de cabeça, capacete e macacão, a performance das barreiras e a resposta dos fiscais e do carro médico da FIA. Além da entidade, outros envolvidos com a investigação são a organização da Fórmula 1, a Haas e a Associação de Pilotos de Grande Prêmio (GPDA, na sigla em inglês), onde Grosjean atua como diretor. “Assim como todos os acidentes sérios, vamos analisar todos os aspectos dessa batida e colaborar com todas as partes envolvidas”, disse Adam Baker, diretor de segurança da FIA. “Com tamanha quantidade de dados disponíveis, vamos poder determinar exatamente todos os elementos que estiveram em ação e esse trabalho já começou. Vamos levar muito a sério essa pesquisa e ela seguirá um processo rigoroso para descobrir exatamente o que aconteceu antes de propormos potenciais melhorias”.

*Com informações do Estadão Conteúdo