O treinador Jorge Jesus, atualmente no Benfica, proferiu uma declaração polêmica ao falar sobre o suposto caso de racismo na partida entre Paris Saint-Germain x Istanbul Basaksehir, na tarde da última terça-feira, válida pela Liga dos Campeões da Europa e que acabou sendo interrompida após os jogadores de ambas as equipes se recusarem a continuar em campo no Parque dos Príncipes. Em coletiva de imprensa, o técnico português minimizou o incidente envolvendo o quarto árbitro, o romeno Sebastien Coltescu.

“Não sei o que aconteceu, o que se falou, o que se disse. Está muito na moda isso do racismo. Como cidadão, tenho o direito de pensar da minha maneira. Só posso ter uma opinião concreta se souber o que se disse naquele momento”, disse o ex-comandante do Flamengo. “Hoje, qualquer coisa que se diga contra um negro é sempre sinal de racismo, mas o mesmo a um branco já não é sinal de racismo. Está a implementar-se essa onda no mundo. Mas repito que não sei o que disseram [no jogo PSG x Istanbul Basaksehir]”, prosseguiu.

Aos 15 minutos de PSG x Istanbul, a partida foi paralisada após Pierre Webo, um membro da comissão técnica do clube turco, alegar que o quarto árbitro teria cometido injuria racial contra ele. Em meio as discussões, o atacante Demba Ba recebeu um cartão vermelho e os atletas decidiram deixar o gramado. A Uefa, responsável por gerir o torneio, chegou a decidir que o jogo seria reiniciado ainda na última terça-feira. O confronto, no entanto, foi remarcado para esta quarta-feira, 9, após os jogadores do Istabul não concordarem em atuar com Coltescu na arbitragem.

A partida era válida pelo Grupo H e serviria para definir a posição do PSG na chave, já que o Istanbul está matematicamente eliminado. Na outra partida do grupo, o RB Leipzig venceu o Manchester United por 3 a 2 e, temporariamente, está em primeiro lugar com 12 pontos. Caso a equipe francesa vença o jogo de amanhã, assume o primeiro lugar com 13 pontos, pegando um caminho “mais fácil” nas oitavas de final.