Presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Jean Todt voltou a falar sobre o estado de saúde de seu amigo Michael Schumacher, heptcampeão mundial de Fórmula 1 que, há cerca de sete anos, sofreu um acidente enquanto esquiava na França e acabou ficando em estado vegetativo. Em entrevista ao jornal “Ouest France”, nesta sexta-feira, 11, o antigo chefe da Ferrari afirmou que o alemão está lutando para ter uma vida mais normal.

“Sou muito discreto em relação a este assunto, pois sabemos que Michael Schumacher sofreu um acidente gravíssimo no dia 29 de dezembro de 2013 e que infelizmente teve consequências significativas. Desde então, ele tem sido tratado para poder voltar a uma vida mais normal”, comentou Jean Todt, que visita a casa de Schumacher de duas a três vezes por mês. Na metade do mês passado, à emissora de televisão francesa RTL, o presidente da FIA já havia comentado sobre como Schumacher está vivendo nos últimos anos. “Ele está bem acompanhado e confortavelmente instalado. Continua lutando e só podemos desejar a ele e à família que as coisas melhorem”, falou de maneira breve.

Nesta sexta-feira, Jean Todt também exaltou o potencial de Mick Schumacher, filho do multicampeão que venceu a Fórmula 2 e estará na principal categoria de automobilismo em 2021 – ele assinou contrato com a norte-americana Haas.  “Estou satisfeito porque é uma família que adoro. É um menino que vi nascer… Tenho um carinho especial por ele, ele tem paixão por corridas e direção. Desde que as coisas estejam indo bem para ele, estou feliz”, disse o mandatário. “Ele mostrou que tem qualidades para tirar o máximo proveito de um carro. Depois, se tiver o carro que Romain Grosjean e Kevin Magnussen tinham, terá resultados comparáveis ​​aos deles. Se ele tiver o tipo de carros que Lewis Hamilton e Valtteri Bottas possuem, seus resultados obviamente serão diferentes. O que podemos esperar, para ele e para a Fórmula 1, é que haja mais carros que se aproximem em desempenho do Mercedes”, finalizou.