Diretor executivo de futebol do São Paulo, Raí tem contrato com o clube somente até o dia 31 de dezembro de 2020, ou seja, antes do término do Campeonato Brasileiro. Nesta sexta-feira, 11, o ídolo da torcida são-paulina afirmou que, independente quem vença a eleição presidencial no próximo sábado, ele espera continuar no cargo até o final de fevereiro, quando a temporada termina com as disputas do Nacional – atualmente, o Tricolor paulista lidera a competição com sete pontos de vantagem para o segundo colocado Atlético-MG.

“Gostaria de terminar a temporada. Agregar elementos, mas o mais lógico seria seguir com nosso grupo atual até o final do Brasileiro”, disse Raí, em entrevista ao blog do “PVC”, do Ge.com. Foram três anos e, neste cargo, não tem folga, não tem final de semana. Não sei se outro executivo aguentaria três anos”, complementou o dirigente, que não citou os nomes de Julio Casares e Roberto Natel, os dois candidatos à presidência.

A ideia de Raí é que ele, Alexandre Pássaro (gerente-executivo) e Fernando Chapecó (diretor adjunto) continuem com o projeto até fevereiro enquanto o clube passa por um processo de transição. De acordo com o diretor executivo, uma ruptura no projeto pode afetar a boa campanha do São Paulo, que também está na semifinal da Copa do Brasil – as partidas contra o Grêmio, entretanto, acontecerão nos dias 23 e 30 deste mês. “O grupo está maduro, mas nunca saberemos como será, se houver a mudança total em janeiro. O mais sensato parece ser seguir com todos trabalhando juntos até o final da temporada”, comentou.

Ao fazer um balanço de sua passagem como dirigente no São Paulo, Raí afirmou que colocou todo o seu prestígio com os torcedores em risco – ele foi pentacampeão do Paulistão (1989, 1991, 1992, 1998 e 2000), vencedor do Brasileiro (1991), da Libertadores (1992 e 1993) e Mundial (1992) como atleta do clube. “Coloquei meu prestígio em jogo e sabia que haveria arranhões. O prestígio não é a coisa mais importante da minha vida”, disse.

Na conversa, Raí também falou sobre a pressão para demitir o treinador Fernando Diniz após as eliminações no Campeonato Paulista e Na Libertadores da América. “É verdade que os jogadores pediram sua contratação, mas após a saída de Cuca ele era nosso primeiro nome. Para mantê-lo, suportamos mais pressão até do que na época do Aguirre ou do Jardine. Mantivemos, porque percebemos o crescimento, mesmo com quedas duríssimas”, lembrou.