Se, em 2012, o Brasil contava com 2500 startups, o número atual representa um salto significativo: 15 mil empresas do tipo funcionam hoje no país. Contudo, de acordo com a Associação Brasileira de Startups, apenas 15% delas são lideradas por mulheres.

Mas a enorme desigualdade presente nesse ramo pode estar com os dias contados. Ao longo dos últimos anos, os aportes financeiros vindos de grupos de investimentos têm sido cada vez mais direcionados a empresas fundadas por mulheres. Entre 2010 e 2019, por exemplo, o investimento em startups com ao menos uma mulher entre os fundadores aumentou oito vezes.

Um exemplo de grupo de investidores com essa prioridade em mente é o GVAngels, idealizado por ex-alunos da Fundação Getúlio Vargas em 2017. No ano passado, metade dos investimentos feitos pelo grupo tiveram como alvos empreendimentos que contam com pessoas do sexo feminino nos cargos de liderança.

Grupos ainda maiores anunciaram seu apoio à causa. Em 2020, a Microsoft, gigante da tecnologia, investiu em nada menos do que dezoito startups brasileiras lideradas por mulheres

Ainda assim, é preciso reconhecer que, de forma geral, empresas criadas por mulheres recebem menos aportes do que as demais, embora gerem, em média, mais receita (segundo dados do Boston Consulting Group). Ao que tudo indica, investir nesses empreendimentos pode ser uma excelente ideia — que cada vez mais grupos estão tendo.

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